A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou a antecipação da 1ª rodada de licitação do pré-sal, que aconteceria em novembro, para a segunda semana de outubro, devido a sua grande importância, de acordo com a agência reguladora.
A ANP vai ofertar o prospecto de Libra, localizado a 183 km da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d´água de 1.964 m, no pré-sal da Bacia de Santos. A ideia da ANP é realizar o leilão em Brasília, para ter a presença da presidente Dilma Rouseff.
Com bases nos dados sísmicos em 3D obtidos pela agência ainda no mês de maio, a expectativa é de que o campo tenha de 26 a 42 bilhões de barris na sua totalidade, sendo que desse valor, o volume de óleo recuperável é de 30% desse valor, ou seja, deve ser entre oito e 12 bilhões de barris.
A diretora geral da ANP, Magda Chambriard, disse que esse é um campo pujante. “Libra é um prospecto muito grande e muito diferente de tudo que tínhamos até agora”, afirmou. “Em 30 anos trabalhando no setor de petróleo, nunca vi uma licitação desse tamanho. O leilão do pré-sal vai chamar a atenção do mundo todo”, completou. Para se ter ideia do tamanho do prospecto, o campo de Marlim, maior produtor do país, tem um volume recuperável de 2 bilhões de barris, isso quer dizer que Libra é no mínimo quatro vezes maior.
O leilão será feito sob o regime de partilha, com a Petrobras como operadora com 30% de participação mínima e sócia de todos os campos. A adoção do regime de partilha da produção, em substituição ao de concessões, faz com que o estado fique com uma parcela da produção física em cada campo de petróleo. Os contratos de exploração e produção serão de 35 anos improrrogáveis.
Com o novo modelo, a empresa paga um bônus à União ao assinar o contrato e faz a exploração por sua conta e risco. Se achar petróleo, será remunerada em petróleo pela União por seus custos. Além disso, receberá mais uma parcela, que é seu ganho. O restante fica para a União.
Para a diretora da ANP, a expectativa do mercado é grande e as principais empresas do setor de óleo e gás devem participar do leilão, inclusive as aguardadas chinesas e japonesas. Ainda de acordo com Magda Chambriard, os próximos leilões do pré-sal serão feitos pelo menos de dois em dois anos, sendo assim, somente teremos novos leilões em 2015.
O texto foi alterada para acréscimo de informações às 15h56.
As empresas A-hak (especializada na inspeção ultra-sônica de dutos), Stopaq (especializada em revestimentos e selantes) e TecnoFink (especializada em manutenção industrial) participam da quarta edição da Semana CTDUT, que o Centro de Tecnologia em Dutos (CTDUT) promove, durante os dias 17 a 20 de setembro, em sua sede em Duque de Caxias (RJ).
“Esta é a terceira participação consecutiva da Stopaq, a segunda da A-hak e a primeira da TecnoFink”, contabiliza Arthur Braga, Gerente Executivo do CTDUT.
A Semana CTDUT é uma programação de testes e demonstrações de inovações tecnológicas voltada para as equipes técnicas das empresas presentes na Rio Oil & Gas 2012. A primeira edição da Semana ocorreu durante a Rio Pipeline 2009. A segunda, durante a última Rio Oil&Gas 2010 e a terceira, durante a Rio Pipeline no ano passado.
A.Hak, Apolo Tubulars, Asel-Tech, Continental, Indumar Products, Liderroll, Prima 7S, Stopaq, Tyco e Volvo estão entre as empresas que participaram das edições anteriores do evento.
O CTDUT disponibilizará ônibus para transporte dos interessados. As vagas são limitadas, mediante de confirmação de participação no evento. Mais informações pelos telefones: (21) 2777-8524 / 9444-9585 (Helena Aguilar).
Visite também o estande do CTDUT na Rio Oil&Gas 2012 (Pavilhão 2, Rua E, Estande 42).
Sobre o CTDUT – Centro tecnológico destinado ao desenvolvimento na área de dutos, o CTDUT foi inaugurado em 2006 graças a uma parceria entre Petrobras, Transpetro e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Entidade tecnológica setorial (ETS) hoje reconhecida mundialmente, o CTDUT tem, entre seus associados, empresas, universidades, instituições de ensino e pesquisa e organizações representativas da indústria.